Memória · dignidade · futuro
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Partido Abolicionista

A liberdade não termina
quando a corrente cai.

Nossos heróis tinham um sonho. O nosso trabalho é fazer com que liberdade, igualdade e dignidade deixem de ser promessa e se tornem vida pública.

O que nos move

A abolição foi uma conquista coletiva.
A liberdade completa ainda exige organização.

O abolicionismo brasileiro não foi uma cerimônia nem um presente concedido de cima para baixo. Foi uma disputa longa, feita de fugas, quilombos, ações nos tribunais, jornais, associações, greves, conferências, redes de solidariedade e pressão popular.

Em 13 de maio de 1888, a Lei nº 3.353 declarou extinta a escravidão no Brasil. A lei encerrou o regime jurídico do cativeiro, mas não distribuiu terra, renda, reparação, escola ou poder. A tarefa histórica que ficou aberta é justamente esta: transformar liberdade formal em cidadania real.

Leia o programa do partido
Integrantes da Confederação Abolicionista reunidos no século XIX
Confederação Abolicionista, 1883. Memória de uma organização que transformou ideias em ação pública.

Uma escolha histórica

O nome abolicionista carrega uma pergunta para o presente.

Que país se constrói quando a liberdade de uma parte da população é tratada como assunto secundário? Essa pergunta atravessou o século XIX e continua organizando o nosso olhar.

O Partido Abolicionista assume essa herança sem transformar o passado em decoração. Nossa referência é a capacidade que aquela luta teve de combinar pensamento, comunicação, direito, organização popular e projeto de país.

Somos uma organização política em formação. Isso significa construir presença pública com responsabilidade, escutar os territórios, prestar contas e fazer da participação uma prática cotidiana, não apenas uma palavra de campanha.

“O fim da escravidão foi uma vitória. A democracia racial é uma construção que ainda está diante de nós.”

Partido Abolicionista · memória que vira compromisso

Página histórica da Gazeta da Tarde, publicada em 1884Capa histórica da obra O Abolicionismo, de Joaquim Nabuco
Imprensa e pensamento abolicionista em documentos preservados no acervo do partido.

Documentos que fizeram barulho

A imprensa também era uma praça pública.

Antes de chegar à lei, uma ideia precisava circular. Jornais, livros, manifestos e conferências criaram uma linguagem comum para denunciar o cativeiro, arrecadar recursos, organizar fugas e pressionar as instituições do Império.

A Gazeta da Tarde e O Abolicionismo mostram duas dimensões da mesma luta: a urgência da notícia e a construção de um projeto político. Ler esses documentos é perceber que a abolição foi disputada também no campo da palavra, da opinião e da memória.

Explorar documentos do acervo

O que defendemos

Um projeto de país com
liberdade por inteiro.

O abolicionismo que nos inspira não se limita a uma pauta. Ele é um método para olhar as estruturas que mantêm desigualdade e para organizar respostas públicas capazes de enfrentá-las.

Liberdade material

A liberdade não é apenas a retirada de uma corrente. Ela depende de renda, moradia, terra, trabalho digno, proteção social e poder de decisão sobre a própria vida.

Democracia racial

O racismo estrutura oportunidades, instituições e territórios. Enfrentá-lo exige representação, políticas afirmativas, reparação e participação negra em todos os espaços de poder.

Território e soberania

Comunidades negras, quilombolas, indígenas e ribeirinhas devem decidir sobre os territórios onde vivem. Desenvolvimento não pode significar expulsão, violência ou destruição ambiental.

Educação e cultura

Memória é infraestrutura democrática. A escola, a universidade, a cultura e a comunicação pública precisam reconhecer a produção intelectual e política negra como parte central do Brasil.

Quando a lei não basta

A liberdade precisa chegar
ao cotidiano.

O país que aboliu a escravidão sem garantir inclusão carregou para a República as marcas da exploração. A desigualdade de acesso à terra, ao trabalho protegido, à educação, à saúde e à representação política não apareceu por acaso: ela foi formada por decisões e omissões que ainda podem ser enfrentadas.

Por isso, o Partido Abolicionista combina memória e ação. Nosso compromisso é construir uma política que reconheça a centralidade da população negra, proteja comunidades tradicionais e amplie a capacidade de decisão de quem historicamente foi excluído dela.

Documento histórico relacionado à Lei Áurea
Lei Áurea, 13 de maio de 1888.

Organização pública

Memória não é decoração.
É método.

Um partido só merece confiança quando suas ideias podem ser acompanhadas, discutidas e cobradas. Estamos construindo uma organização com programa, formação política, participação territorial, transparência e canais para que as pessoas influenciem as decisões.

A mesma seriedade que exigimos do poder público precisa orientar a nossa casa. O futuro do Partido Abolicionista será feito por quem chega, estuda, propõe, fiscaliza e assume a responsabilidade de continuar essa história.

Para continuar lendo

A história se consulta,
não se inventa.